A Greenvolt alcançou um resultado líquido de 16,8 milhões de euros no acumulado do ano, um crescimento de 241% suportado tanto pelo forte desempenho do segmento de Biomassa como pelo contributo positivo, pela primeira vez, do segmento de Utility Scale.
O EBITDA da Greenvolt ascendeu a cerca de 74,8 milhões de euros, apresentando um crescimento de 154% face aos primeiros nove meses de 2021, enquanto as receitas totais atingiram os 195,2 milhões de euros (+134%).
“Os resultados dos primeiros nove meses deste ano confirmam a credibilidade e capacidade da Greenvolt de realizar os objetivos a que se propôs no seu plano de negócios aquando do IPO, e que mais tarde reforçou com o aumento de capital em julho de 2022“, refere João Manso Neto.
“De acordo com o nosso compromisso com os acionistas da Greenvolt, para além da excelência na gestão operacional das centrais de biomassa residual, a Greenvolt realizou a primeira operação de rotação de ativos, que gerou uma contribuição significativa para os resultados do terceiro trimestre de 2022“, acrescenta o CEO da Greenvolt.
Biomassa injeta mais energia na rede
Nos primeiros nove meses de 2022, a produção de energia elétrica a partir de biomassa exclusivamente proveniente de resíduos permitiu injetar na rede cerca de 775 GWh, o que corresponde a um aumento de 27% face ao período homólogo apesar da paragem programada da central TGP durante o mês de maio.
As receitas do segmento de Biomassa e Estrutura relativas aos primeiros nove meses totalizaram 147,3 milhões de euros, o que significa um aumento de 79% face ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA excluindo custos de transação ascendeu a 75,4 milhões de euros, representando um aumento de 116%.
Ganhos no segmento de Utility Scale
No segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, a Greenvolt protagonizou no terceiro trimestre a primeira operação de rotação de ativos com a celebração do acordo de venda com a Iberdrola referente a um portfólio de ativos em construção na Polónia, com uma capacidade instalada de 98 MW entre eólica e solar e dos quais a Greenvolt detém 50%.
Esta operação já contribuiu positivamente para o EBITDA do terceiro trimestre com 13,8 milhões de euros, sendo o impacto restante reconhecido nos próximos trimestres, em função da evolução da construção dos parques e cumprimento das condições do contrato, usuais neste tipo de transações.
Considerando o impacto da venda deste portfólio, mas também a injeção na rede um total de 19,4 GWh através do parque Lions, na Roménia, as receitas totais ascenderam a cerca de 14,0 milhões de euros no terceiro trimestre, enquanto o EBITDA, excluindo custos de transação, totalizou 10,9 milhões de euros. No acumulado do ano, as receitas totais do segmento ascenderam a 22,3 milhões de euros e o EBITDA cifrou-se em 6,6 milhões.
Aumenta a procura pela Geração Distribuída
No estratégico segmento de geração renovável distribuída no residencial e no comércio e indústria (C&I), continuou a observar-se, no terceiro trimestre, um crescimento na capacidade de projetos instalados, com a instalação de 11,1 MWp em Portugal e 5,3 MWp em Espanha.
Até ao final de setembro de 2022, a Greenvolt assegurou, entre instalações e contratos assinados, de 145,8 MWp, ultrapassando assim a barreira dos 100 MWp de projetos desde o início do ano, um crescimento de 54% face ao fim do primeiro semestre de 2022
As receitas acumuladas desde o início do ano ascenderam a cerca de 25,6 milhões de euros, tendo o EBITDA sido negativo em cerca de 4,1 milhões de euros. O valor negativo de EBITDA reflete a fase de aceleração e expansão em que o segmento se encontra.


